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quarta-feira, 14 de março de 2012

Daniel e Samuel - A melhor dupla gospel do Brasil







Daniel


Daniel José dos Santos, filho de Dona Francisca Bandeira e Seu José João ( In memoriam), natural de Minaçú (GO), do dia 01 de abril. Desde pequeno já cantava na igreja, mas tinha o sonho de gravar.

Depois de algumas tentativas na música secular, com alguns parceiros, viu que não era aquilo que Deus queria para sua vida.

Foi então que no ano de 1990, reconciliou, e voltando pra igreja, o projeto de Deus começou acontecer em sua vida, depois de formar dupla com alguns parceiros na igreja durante quatro anos, finalmente Samuel voltou pra igreja. E em 1995 surgia no cenário gospel sertanejo a Dupla Daniel & Samuel.


CURIOSIDADES

Nome: Daniel
Naturalidade: Minaçú-GO
Data de Nascimento: 01 de Abril
Apelido: Danny
Estado Civil: Casado (com Benita Lima)
Filhos: 02 meninos (Michael e Jhonatam),

Antes de ser cantor era: Vendedor ambulante, eletricista, mecânico, encanador e operador de Máquinas Pesadas
Perfume: Kouros e Jop
Filme: "Titanic"
Estilo de Música: Todos
Frase: “Vencer é preciso”
Música: "Lembranças"

Palavra da Bíblia: "Filipenses 4:13"

Pensamento: Nascer é uma oportunidade, viver é um desafio, envelhecer é um privilégio. (A.D.)



Samuel


Samuel José dos Santos, filho de Dona Francisca Bandeira e Seu José João, natural de Minaçú (GO), no dia 03 de outubro. Desde pequeno cantava e tocava o violão que ganhou do seu irmão Ezequias, o qual guarda até hoje como relíquia. Ainda quando pequeno, tinha vergonha de levar o violão pela cidade, sua mãe é quem carregava pra ele tocar na Igreja.

Dona Francisca, mãe de Samuel,conta que quando pequeno, tinha vergonha de levar o violão pela cidade, por isso ela é quem carregava pra ele tocar na Igreja.
Mas o sonho de Samuel era ser compositor e cantor famoso, e aos sete anos, já tinha composições, cantou musica sertaneja secular, fez parte da Dupla Ivan e Evandro, gravou dois LP’s, mas o projeto de Deus era ao lado de seu irmão Daniel, e assim aconteceu, com a benção de Deus eles se tornaram, como dizem muitos por ai... A dupla gospel mais querida do Brasil.


CURIOSIDADES

Nome: Samuel
Naturalidade: Minaçú - GO
Data de Nascimento: 03 de outubro
Apelido: Sama
Estado Civil: Casado (com Silvania Santos)
Filhos: 02 meninos (Samuel Jr. Mateus),

Antes de ser cantor era: de tudo um pouco para sobreviver. (vendedor ambulante, balconista, cantor de barzinho, guitarrista e vocalista de banda de baile...)
Perfume: Polo Sport
Filme: "Paixão de Cristo"
Estilo de Música: Todos
Frase: “Você vale mais que um diamante.”
Música: "Você é especial"

Palavra da Bíblia: "Salmos 113"

Pensamento: Um poeta tem na alma, risos, alegria e dor, felicidade e tristeza, guerra paz e dissabor, de tudo que a vida tem, um poeta é portador. (Samuel)

domingo, 4 de março de 2012

Amanda Borges


Nascida em Catalão, cidade a 255 km de Goiânia, Amanda Borges Mendonça sempre teve o dom da música. Extrovertida, ela sempre teve facilidade para se comunicar e adorava cantar e compor. Sua primeira composição foi aos 5 anos de idade.



Amanda teve a inspiração do avô, Jordelino Borges: um grande músico autodidata, que a ensinou a cantar músicas caipiras. Mesmo já falecido, tem certeza que o avô está muito orgulhoso por ela trilhar o mesmo caminho que ele.



A partir daí, mesmo sendo uma criança, Amanda decidiu que queria ser cantora de verdade e começou a investir em sua própria carreira. Ganhou de presente da avó um violão e a paixão pela música se concretizou, compondo suas próprias letras e melodias. Com voz, violão e inspiração, a menina chegou aos 16 anos com mais de 250 músicas de sua autoria. Sendo uma adolescente, ela também faz suas composições músicais via "Redes Sociais" com seus amigos-parceiros em outras cidades/estados, um estilo de compor que antes não existia !!!

Apesar das histórias das amigas, internet e fatos familiares influenciarem suas “criações”, ela considera que o verdadeiro dom vem de Deus.



Hoje mais “madura”, como ela mesma define, começou a fazer músicas mais adultas e que falam de amor. Mesmo com herança caipira, que cresceu ouvindo na família, Amanda Borges é autora de músicas sertanejas com ritmos mais pop-rock-reggae, o ATUAL “Sertanejo POP”, estilo que conquista jovens e lota casas noturnas e shows.



Conhecendo os ídolos



Em 2009, Amanda foi convidada a participar da abertura do show da dupla Fernando & Sorocaba, em sua cidade natal; começando então, traçar um caminho abençoado de conquistas. No mesmo ano, a cantora veio à Goiânia para conhecer Eduardo Costa (seu grande ídolo) e apresentar suas músicas. Cantou 12 músicas que fizeram Eduardo se apaixonar e incentivar ainda mais a carreira de Amanda. Uma grande surpresa emocionou a todos que estavam presentes: a jovem ganhou o violão do músico autografado, o mesmo que ele usou para compor as músicas de seu último CD.



Amanda teve a oportunidade de conhecer e mostrar seu talento para grandes estrelas da música sertaneja: os produtores musicais Dudu Borges, Ivan Myazato, e Manoel Nenzinho, além de grandes cantores Michel Teló , Fernando e Sorocaba, Eduardo Costa, Bruno & Marrone, Guilherme, da dupla Guilherme & Santiago, Jorge & Matheus, João Neto & Frederico, João Bosco & Vinícius, Gustavo Lima, Marcos & Belutti (e outros) já a conhecem e valorizam seu trabalho.



A Amanda Borges já compôs duas músicas com Bruno, da dupla Bruno & Marrone, e possui 2 músicas no último CD e DVD do Michel Teló, além de músicas nos Cds de: João Neto e Frederico, Marcos e Belluti, Janayna, e outros...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Kleuton e Karen



Kleuton e Karen, uma dupla Genuinamente Caipira, naturais de Brasília / DF, (começaram suas raízes musicais na cidade de Anápolis / GO) com 5 anos de carreira, usam o carisma e a humildade para levar alegria aos amantes da música raiz.
Ao acaso encontraram-se em meados de 2006, apresentados por um amigo (violeiro em uma roda de viola), e começaram a namorar.

Em uma reunião de amigos, Kleuton e Fabíula (hoje Karen), fizeram uma roda de viola por brincadeira, e quem assistiu gostou muito. Com tanta cobrança de formação da dupla, decidiram se inscrever em um festival regional para sentirem a aceitação do público.

Foi um sucesso! Conquistaram o 1º Lugar dentre 600 duplas do Estado de Goiás.
Desde esse momento, a dupla não parou mais.

Com 22 títulos em festivais a nível nacional (GO, MT, MG, SP, DF, ES, AC, etc) inclusive Barretos - SP em agosto de 2010 - receberam o Prêmio Rozini da Excelência da Viola Caipira como dupla revelação de 2010, promovido pelo IBVC (Institudo Brasileiro da Viola Caipira) em Belo Horizonte dia 18 de janeiro de 2011.

Lançaram o primeiro CD de sua carreira intitulado Genuinamente Caipira, música de sua própria autoria com parceria de Ismar Resende, e preparam - se para gravar o segundo disco de suas carreiras que será chamado "A Viola Permanece", música de autoria própria, e tem previsão de lançamento para janeiro de 2013.

A dupla está pré - indicada ao Prêmio da Música Brasileira 2012, onde irão concorrer às categorias: revelação, melhor dupla e melhor disco do ano de 2011.

Com seu trabalho, não somente pretendem atingir o público sertanejo que aprecia a música raiz, mas também, querem divulgar e trabalhar para que as pessoas que não tem conhecimento do estilo possam conhecer e assim passem a apreciar a música caipira e agregar valores culturais à nossa música brasileira.

Kleuton e Karen (hoje casados) mostram um pouquinho da harmonia rancheira, em músicas raízes clássicas à raízes românticas. Seguem no resgate e na defesa da bandeira da música raiz, com viola e violão.
É um dos únicos casais (em seu estilo) no seguimento caipira no país inteiro.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

André e Felipe


O CD “Chuva de Poder” é o segundo da dupla pela UNIRECORDS e quinto na carreira. Com 14 canções próprias, de estilos variados, o trabalho marca um novo momento da dupla.
Com 12 anos de carreira, a dupla lança um CD com canções diferenciadas e um toque especial de pop e pentecostal. Cada dia mais a dupla tem tocado o público jovem tanto com as canções, no estilo sertanejo universitário quanto com o testemunho de vida. A produção do CD ficou, mais uma vez, na responsabilidade do maestro Melk Carvalhêdo, produtor musical de CD´s de vários cantores, entre eles, Damares, Daniel e Samuel, Lauriete, Marquinhos Gomes, Célia Sakamoto e Shirley Carvalhaes.

Entre as participações especiais e parcerias, podemos citar o guitarrista Sergio Knust, o trabalho de inserção de voz na GRAVODISC e a masterização por Claudio Abuchain (Sync Produções). Destaque para o grupo de back vocal: Jane Magalhães, Fael Magalhães, Cleide Janer, Wilker Lopes, TitaFerr, AdielFerr, Joelma Bonfim, Josy Bonfim e Cláudio Carvalho. Este grupo já desenvolveu trabalhos com Aline Barros, Amanda Florêncio, Suellen Lima, Damares, Jairom Bonfim, entre outros.

O CD demonstra a maturidade da dupla que começou ainda criança. Com a experiência, neste CD eles puderam se envolver mais na produção, criando arranjos e moldando o trabalho com a cara deles. Este crescimento é notório também na qualidade musical do CD. A cada produção eles estão melhores como intérpretes.

“O título reflete bem a mensagem das canções. Uma verdadeira chuva de poder derramada quando estamos na presença do Pai. Assim recebemos milagres, vitória, prosperidade, poder de Deus. As lutas vêm, mas com Cristo somos mais que vencedores”, disse a dupla.

O lançamento oficial do CD “Chuva de Poder” já está disponível nas lojas. A música CHUVA DE PODER antes mesmo de chegar o CD já estava tocando na Rádio 107 Fm em Belo Horizonte, Rádio Novo Tempo em Vitória, Nossa Rádio em Vitória, Rádio 107 Fm em Joinville, Rádio Paz FM em Goiânia e muitas outras espalhada pelo Brasil.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Zé Mulato e Cassiano - A dupla três em um


"Na maioria dos dicionários, o "caipira" é caracterizado, entre outras coisas, como inculto, tabaréu e preguiçoso. Ouvindo este e outros discos da Dupla Caipira Zé Mulato e Cassiano, você perceberá que foi cometido um grande erro na História da Cultura Popular Brasileira. A verdade é que Caipira é uma Cultura Riquíssima em Tradições, consolidadas durante os 500 anos da Nossa História e o Povo Caipira é quem garante o sustento da Nação, plantando, colhendo e cantando as Riquezas Naturais do nosso Brasil!"

"Graças à dedicação e ao talento desses dois irmãos, temos a mais absoluta certeza de que a Verdadeira Música Caipira de Raiz não morrerá jamais!"

José das Dores Fernandes (12/08/1949) e João Monteiro da Costa Neto (19/04/1955), que adotaram os nomes artísticos "Zé Mulato e Cassiano" formam nos dias de hoje a Mais Autêntica Dupla Caipira Brasileira. Combinando, o romantismo da dupla "Zé Carreiro e Carreirinho", o modo de tocar a Viola que nos faz lembrar " Tião Carreiro e Pardinho" e também o bom humor que nos faz lembrar das inesquecíveis sátiras das saudosas duplas Alvarenga e Ranchinho e Jararaca e Ratinho, "Zé Mulato e Cassiano" formam o que conhecemos como a "Dupla Três em Um".

Como se já não bastassem tantas qualidades juntas, Zé Mulato é também um verdadeiro poeta que consegue, mesmo nos dias de hoje, mostrar-nos os verdadeiros anseios, sentimentos, alegrias, tristezas e verdades do Nosso Mundo Rural, do Nosso Caipira. A poesia que Zé Mulato extrai desse mundo, explorando tanto os temas mais simples, como também os temas mais profundos e ligados à reflexão da "complexa existência humana", faz dele um dos maiores compositores da Música Caipira Raiz que conhecemos atualmente, em atividade!

Zé Mulato também compôs uma belíssima página musical juntamente com o saudoso Xavantinho e teve nele um parceiro fiel e igualmente talentoso para a recriação e preservação do universo do nosso riquíssimo e inesgotável Folclore.

Filhos de um Lider Protestante na cidade de Passa Bem-MG, onde nasceram (cidade que se localiza na Zona da Mata Mineira, próximo à Itabira-MG), os irmãos Zé Mulato e Cassiano adquiriram o conhecimento musical vendo e ouvindo o que acontecia ao seu redor durante a infância.

E tudo começou em 1972, no Planalto Central: Zé Venâncio e Saulino (hoje não mais existentes como dupla) tinham sido contratados para uma apresentação em praça pública, por ocasião da inauguração de uma farmácia na "Cidade Satélite" de Ceilândia no Distrito Federal e, no início do espetáculo, surgiram no meio daqueles maravilhosos "Candangos", dois jovens mineiros simpáticos e bastante desinibidos. O mais alto dos dois, "com a maior cara-de-pau", chegou para os titulares do show dizendo:

"Eu e meu irmão gostamos de bater uma Violinha, quem sabe vocês deixa nós cantar uma Moda no show dos "ceis", nós nunca cantemo assim pra tanta gente...".

E os dois mineirinhos até então desconhecidos fizeram a abertura da festa e foram bastante aplaudidos pelo público presente. Iniciava-se naquele momento a trajetória artística desses dois "Monstros Sagrados" da Música Caipira!

A dupla chegou a passar vários anos à procura de uma gravadora; depois de 1982 quando foi lançado o LP "Louco Amor" pela Tocantins, a dupla só voltou a gravar um novo disco de carreira em 1997 (o já mencionado "Meu Céu", pela gravadora Velas, agraciado com o Prêmio Sharp 1998). Entre esses dois lançamentos, eles participaram da coletânea "Ao Capitão Furtado - Marvada Viola" lançada em LP em 1986 e remasterizada em CD em 1997. No entanto, jamais cederam aos "interesses comerciais que tanto podam a criatividade do artista".

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Soleny


Soleny (Manoel Paula de Souza), nasceu em 05 de abril de 1955 em Quirinópolis-GO. Vindo de uma família simples do interior criado na zona rural era o caçula da família, perdeu seu pai ainda na barriga da mãe, sendo criado por sua mãe e sua avó materna. Vivia no município de Quirinópolis-GO trabalhando na agricultura, mas o interesse pela música surgiu nos primeiros anos de vida. Toda manhã antes do sol nascer sua mãe tinha que ligar o rádio de pilhas nas emissoras de São Paulo Nacional, Globo e Tupi, também para dormir era com o rádio ao lado.

Na escola onde estudava, Soleny logo se destacou entre os colegas, fazendo apresentações nas festas de datas comemorativas. Diante do seu desempenho na música, aos 8 anos de idade foi presenteado por um irmão mais velho com um pequeno violão velho. Aos 17 anos sua mãe faleceu e com isso Soleny alçou vôo, buscando a realização de seus sonhos, pois não tinha mais nada que o prendia na fazenda onde morava. Seu paradeiro foi na cidade de Ituiutaba-MG onde passou a freqüentar os programas de rádio aos domingos. No vai e vem desses programas de rádio, um dia veio a conhecer o senhor Geraldo Pereira Campos, vindo a formar a dupla Solevante e Soleny.

No início do ano de 1975, começou uma via sacra na tentativa de um sonho, sem dinheiro, sem apoio enfrentaram caronas para a Capital Paulista, onde conheceram a dupla Delmir e Delmon e através deles conseguiram um contrato com a gravadora JABOTI e conseguiu a gravação de seu LP.

Faziam apresentações em circos na região do Triângulo Mineiro e Goiás conquistando o público, o disco era vendido para amigos e para amigos dos amigos. Assim, já conhecidos regionalmente, partiram para a segunda gravação na mesma gravadora. Em 1978, mudaram-se para Goiânia, em busca do sucesso, sendo obrigados a fazer bicos, trabalhando de motoristas de táxi para o próprio sustento, mas o sucesso veio com o terceiro disco, lançado em 1979 com a música Minha Decisão. Diante de tanta luta e tanto sacrifício, a compensação veio com o lançamento do quarto disco com a música Arapuca já em 1980, tonando-se conhecidos nacionalmente. Veio ao mesmo tempo o contrato com a gravadora Copacabana e a Estréia no Programa Linha Sertaneja Classe A, na rádio Record de São Paulo. Em 1981, gravaram mais um disco, onde destacou a música Noite Triste, tocada até hoje. Atuaram na Rádio Record por dois anos, depois foram juntamente transferidos com Zé Russo e Zé Bettio para a Rádio Capital no programa Linha de Frente. Em 1989 firmou contrato com a gravadora RGE por mais dois anos, gravando dois LPs destacando a música Chumbo Trocado.

Do ano de 1990 a 1996 gravaram 2 LPs e 1 CD independente. Em 1997 interrompeu na carreira, separando a dupla.Não suportando a distância do público formou dupla com Avelino, da cidade de Franca interior de SP também conhecido artisticamente por Juvenal. Formaram então a dupla Soleno e Soleny
Em 2001, gravou o segundo CD solo, pela gravadora Triangulo, pondo em destaque a música Ligação Errada. Em 2003, gravou seu terceiro CD solo também independente, que não chegou a ser divulgado e reconhecido, pois através de empresários, em 2004 Soleny voltou com o seu ex-parceiro Solevante gravando um CD independente que por vez não obteve nenhum êxito.Devido a relacionamentos pessoais, a dupla vem a se separara definitivamente e Soleny prossegue na carreira solo acompanhado de seu primogênito Bruno Gomes de Paula, que começou a viajar na caravana de Shows aos 13 anos.

Em 2006 o cantor Soleny formou dupla com o seu filho Bruno que estava com 20 anos com o nome de Soleno e Soleny. Gravaram um CD e um DVD que fora trabalhado e divulgado e que teve a música em destaque “Assim não dá”.Soleny em 2008 prossegue na sua carreira solo com o novo CD “Choveu em meu coração” que foi trabalhado e fez com que neste mesmo ano obtivesse muitos Shows. No início de 2009 Soleny grava o seu Quinto CD na carreira solo com o nome “Amor de Verão”, repleto de músicas românticas e dançantes. Agora no mês de agosto Soleny Lança um CD e um DVD em parceria com o cantor "Nilton Lamas" entitulado "PAIXÃO DESENFREADA". Este DVD conta com a participação de varios artistas da música Sertaneja e já está sendo executgado em todo Brasil. Soleny,em quanto tiver vida e saúde,Soleny levara sua mensagem musical de Norte a Sul aos corações apaixonados.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Por onde anda....Paulo Sérgio Jr.


Estamos em 1987. A Copacabana, última gravadora de Paulo Sérgio, reúne um grande elenco de astros da música popular para homenagear, através da gravação de um disco tributo, aquele que fora o principal artista do seu “cast”. A proposta, ambiciosa para os padrões tecnológicos do segmento fonográfico nacional da época, seria instituir novas leituras para alguns dos grandes sucessos do vasto repertório de Paulo Sérgio, que foram “rejuvenescidos” por arranjos contemporâneos concebidos pelo maestro Waldomiro Lenke (com quem o saudoso cantor dividira a produção musical de boa parte dos seus álbuns) e pela ‘junção” das vozes de Paulo Sérgio às dos artistas participantes do projeto.

O disco, denominado genericamente de “Paulo Sérgio & Amigos”, foi sem dúvida um marco da produção musical brasileira. Afora o notável resultado comercial alcançado (cerca de 500 mil cópias vendidas), o álbum “Paulo Sérgio e Amigos” celebrizou alguns duetos memoráveis, como “Índia” (participação especial de Perla), “Pelo amor de Deus” (participação especial de Martinha), “Capela” (participação especial de Chitãozinho & Xororó) e “Última Canção” (participação especial de Antônio Marcos). Todavia, a participação de Rodrigo Telles Eugênio Macedo, filho do cantor homenageado, eternizou-se na memória afetiva de milhões de brasileiros. A canção “Quero Ver Você Feliz”, composta por Paulo Sérgio e Carlos Roberto com o intuito de saudar o nascimento do filho do cantor, fora gravada 12 anos antes e incluída no álbum “Paulo Sérgio - Volume 09”. Para a nova gravação, Carlos Roberto modificaria duas estrofes da composição original, de modo que Paulo Sérgio Jr. (codinome artístico de Rodrigo) pudesse expressar sua gratidão e saudade ao pai falecido. “Quero Ver Você Feliz” tornou-se um sucesso radiofônico meteórico, tendo sido uma das canções mais executadas no país durante o ano de 1987. Não por acaso, esta é considerada, dentre as cerca de duzentas músicas gravadas por Paulo Sérgio, a segunda mais lembrada pelos fãs.

Nascido em São Paulo-SP, no dia 23 de maio de 1974, Rodrigo Macedo é o único filho oriundo do casamento de Paulo Sérgio com Raquel Teles Eugênio de Macedo. Na oportunidade, Paulo Sérgio já era pai de Paula Mara e de Jaqueline Lira, fruto de relacionamentos anteriores. A morte de Paulo Sérgio abalaria profundamente Rodrigo, então com seis anos de idade. A despeito da separação matrimonial com Raquel (ocorrida em 1978), dos compromissos artísticos e dos problemas de saúde que o acometeram durante os últimos anos de vida, o cantor procurava manter uma relação próxima e afetuosa com o filho.


Abatido, Rodrigo só encontraria alento através do ingresso na arte da prestidigitação, incentivado pelo mágico profissional Nilson Ferreira dos Santos (“Rokan”), conhecido artisticamente como o “Mágico dos Dedos de Ouro”. A brincadeira de criança foi sendo paulatinamente levada a sério e Rodrigo cada vez mais interessava-se pelo aprendizado de novas técnicas de ilusionismo. Desse modo, passaria a apresentar-se publicamente e a participar de concursos infanto-juvenis de magia.


Paralelamente, aos nove anos de idade, uma nova oportunidade se desenhava na vida do pequeno Rodrigo: a possibilidade de tornar-se cantor profissional. Já fazendo uso do nome artístico que o consagraria, Rodrigo gravou um compacto com duas músicas: “Primeira Canção” (uma espécie de releitura do maior sucesso musical de Paulo Sérgio, composta por César Augusto e Moskemberg) e “Eu Queria” (uma mensagem pacifista expressa sob a ótica de uma criança, concebida por César Augusto). Em 1984, através de uma matéria veiculada na revista eletrônica dominical “Fantástico” (Rede Globo de Televisão), o Brasil conheceria o talento de Paulo Sérgio Jr. Nesta, o garoto apresentou com desenvoltura alguns números de mágica e cantou o sucesso “Primeira Canção”. Em 1988, Rodrigo ainda participaria de uma coletânea musical dirigida ao público infantil, interpretando a canção “Mágico do Amor”. No entanto, quando as oportunidades no cenário musical se cercearam, este passou a dedicar-se integralmente à arte do ilusionismo. Período que culminou também com o seu afastamento da mídia.

Atualmente, aos 33 anos, Rodrigo Macedo é mágico profissional e, juntamente com a sua esposa (Joelma), realiza apresentações em eventos na região de Sorocaba, no interior paulista. Longe dos holofotes e da superexposição midiática alcançada na década de 80, em função do mega-sucesso “Quero Ver Você Feliz”, Rodrigo reside na pacata cidade de Iperó, distante cerca de 120 km da capital paulista.


CONHEÇA ALGUNS DOS SUCESSOS MUSICAIS DE PAULO SÉRGIO JR.:

QUERO VER VOCÊ FELIZ
(CARLOS ROBERTO - PAULO SERGIO)

CLIQUE AQUI PARA OUVIR ESSA MÚSICA

Eu recordo com felicidade
Dia, mês e hora em que você nasceu
Você trouxe tanta alegria
Fruto do amor de sua mãe e eu
Meu filho, Deus que lhe proteja
E onde quer que esteja eu rezo por você
Eu adoro ver você sorrindo
Seu sorriso faz de tudo eu esquecer
Com o peito cheio de saudade
Relembro os bons momentos que você me deu
Não consigo esquecer o dia
Que você me deixou e foi morar com Deus
Mas eu sinto a sua presença
Em tudo que eu faço, onde quer que eu vá
Na escola, em casa ou na rua
Qualquer coisa que eu olho o seu rosto está
Hoje estou mais crescido
Tanto tempo já passou
Sempre vou levar comigo
Tudo que você me ensinou
Meu filho, Deus que lhe proteja
E onde quer que esteja eu rezo por você
Eu adoro ver você sorrindo
Seu sorriso faz de tudo eu esquecer
Declamado:
Papai, eu sinto a sua presença
Eu sinto a sua presença
Em tudo que eu faço, onde quer que eu vá
Na escola, em casa ou na rua
Qualquer coisa que eu olho o seu rosto está
Hoje estou mais crescido
Tanto tempo já passou
Sempre vou levar comigo
Tudo que você me ensinou
Meu filho, Deus que lhe proteja
E onde quer que esteja eu rezo por você
Eu adoro ver você sorrindo
Seu sorriso faz de tudo eu esquecer


PRIMEIRA CANÇÃO
(CÉSAR AUGUSTO - MOSKEMBERG)

CLIQUE AQUI PARA OUVIR ESSA MÚSICA

Esta é a primeira canção
Que eu faço pra lembrar você
Dentro do meu coração
Vou cantar pra ninguém te esquecer
Eu vejo o tempo passando, correndo,
Lembrando nossa separação
Fecho os olhos comigo
E quase consigo sentir sua mão
Suas palavras no vento
Uma lembrança me traz
E vem dizendo o momento
Que a tua saudade é demais
Eu vou seguindo os seus passos
Na mesma estrada que esse sonho vai
A procurar nas estrelas,
Em todos os caminhos
Por você, meu pai
Com tudo isso eu sinto:
Você está vivo na minha emoção
Venha, meu grande amigo,
Vem cantar comigo a primeira canção
Esta é a primeira canção
Que eu faço pra lembrar você


OBS.: Os arquivos de áudio contidos nessa matéria foram gentilmente cedidos pelo comunicador Zezé Oliveira (Rádio Fênix FM - Mogi Guaçu/SP).

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CRÔNICAS GUAJARAMIRENSES ANTE A FORÇA DO PROGRESSO, ALGUNS COSTUMES SILENCIAM


O trem resfolegando apitava lá de longe e a cidade se mexia caminhando em direção à estação, ali na orla do rio Mamoré. Gente que chegava abraçando gente que aguardava na calçada da gare. Uns empurravam outros, com a sofreguidão e com a ansiedade tão bem guardadas no recôndito da alma, esperando pelo reencontro.
Mas ocorre que o trem parou... nem foi embora. Está ali encostado. Não anda mais.
Mas a danada da saudade dele, no meu peito ainda ficou.
Entrementes, o violão, desafiando a escuridão, insistia em empurrar a noite para os braços da madrugada. O seresteiro, tão bem afinado, dele retirava os acordes para acompanhá-lo na composição. Ora um bolero, ora um samba-canção, ali na frente da casa da namorada, que, atrás da janela, ouvia emocionada a toada que ele cantava para ela... Mas os novos tempos chegaram e o violeiro emudeceu e o violão calou-se...
Mas a danada da saudade deles, no meu peito ainda ficou.
Nesse interregno, as festas nos clubes intensamente freqüentados concorriam para que o rapaz colocasse o melhor traje e, as meninas, o vestido mais criativo e moderno, realçado pela maquiagem mais exuberante, que elevava aos píncaros a auto-estima da garota, mulher moça, cuja preparação já ia acontecendo dez dias antes.
As Lojas Pernambucanas vendiam os seus tecidos e as modistas exercitavam uma competição, que pudesse granjear-lhe mais prestigio, a partir dos comentários sobre o modelo que mais chamou a atenção.
Em algumas residências as festinhas, ao som das eletrolas, davam a cadência no clima de romantismo dos namoros iniciantes. No palco do Clube até o Cassino de Sevilha apresentou-se para encantamento da platéia extasiada. Mas aqueles fecharam as portas ou passaram a ser condomínio privativo de alguns poucos... ocorre que, ante a força do progresso ou em face da omissão, aquelas associações desapareceram...
Mas, a danada da saudade das festinhas e daqueles antigos bailes, no meu peito ainda ficou.
Enquanto as horas eram substituídas pelos dias, estes pelos anos, aqueles pelas décadas, os jogos de futebol, volibol, basquete, futebol de salão, os campeonatos municipais, as delegações de Porto Velho, Riberalta, Manaus, Rio Branco, as seleções da cidade iam levando a bandeira do município para outros rincões... Até que... meu Deus, até isso, como do nada, evaporou?...
Mas a danada da saudade do estádio e das partidas, que empolgavam a torcida, no meu peito ainda ficou.
Nesse meio tempo, aos domingos, a Praça Mário Corrêa transformava-se no local em que os meninos ficavam nos bancos, enquanto as meninas desfilavam na calçada, em grupos, enaltecendo a alegria, como se estivessem numa passarela e eram impulsionados pelos cupidos de plantão, instante em que muitos namoros nasciam e se transformavam em noivados e até em casamentos.
Aconteceu que aqueles meninos e aquelas meninas se transformaram em adultos, em pais e mães e até em avós. Todavia, depois, outros meninos não se valeram mais da praça, nem dos mesmos bancos, nem da passarela, e a vida ali murchou. E a exuberância daqueles momentos deixou de existir...
Mas a danada da saudade da pracinha no meu peito ainda ficou.
E na praça já citada, por conta de antigos madrigais, a banda da cidade, que a tantos enterneceu, já não toca aquele dobrado, que um dia me comoveu. A sua ausência ensejou o sumiço do jardim, que num tempo floresceu. Mas a praça perdeu o seu brilho porque se sentiu abandonada por muitos dos filhos seus. E a banda, cujos acordes tão fortes a muitos emocionou, que celebravam a vida, já não se apresenta mais.
Sem querer, querendo, fiz novas rimas, por conta da emoção e do sentimento dos meus ais.
Mas a danada da saudade daquela bandinha no meu peito ainda ficou.

E as ruas lá do centro, cheias de gente e calor humano, em que os bom dia e boa tarde significavam a educação que nos foi dada, por onde passavam os homens e mulheres mais velhos, amigos de nossos pais, e ainda carros, carroças e bicicletas, eram, por seu turno, o local das grandes emoções. Ali, seringalistas e comerciantes faziam as suas negociações. Todavia, o comércio deslocou-se para outras imediações, transferindo o clima e o ambiente daquelas transações.
De dia, a claridade olha aquele local meio de esguelha e, de noite, não há iluminação.
Mesmo assim, a danada da saudade, tão teimosa, no meu peito ainda ficou.
Eu sei que o progresso, com a sua intensidade e força deságua na mudança de hábitos, cenários, ambiente e ações. Mesmo assim, por ouvir tanto silêncio e, ao mesmo tempo a voz tonitruante do abandono, eis que ela me chegou tão de mansinho... “foi chegando sorrateira, e antes que eu dissesse não, se instalou feito uma posseira, dentro do meu coração”...
É a danada da saudade que no meu peito não sai mais... pelo menos essa ficou!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Alessandro Campos o padre sertanejo


Aos 29 anos o “Padre Sertanejo" Alessandro Campos é a nova revelação musical da Igreja Católica. Criado no interior de SP e fã incondicional de música sertaneja, o Padre uniu o rítmo e a fé criando letras com mensagens cristãs para músicas de raiz sertaneja.

Alessandro Correa de Campos nasceu no dia 17 de fevereiro de 1982, em Guaratinguetá (SP). Aos 7 anos já brincava de celebrar missas com bolacha Maria e suco de groselha. Isso aconteceu porque, para ele com certeza, a sua vocação foi consolidada quando entrou ainda nessa idade pela primeira vez em uma igreja e se apaixonou imediatamente pelo rito da missa. Aos 13 anos ingressou no seminário e aos 23 foi ordenado - um dos mais jovens Padres do Brasil. Hoje com 29 anos, Padre Alessandro Campos anda fazendo um grande sucesso em Brasília, onde mora, por conta do estilo próprio de levar a Palavra de Deus aos católicos.

Foi ainda jovem que Pe. Alessandro começou a cantar moda de viola e apreciar as canções que seus pais tanto ouviam. Dono de uma voz afinada, o jovem uniu a fé e a música sertaneja e começou sua evangelização criando louvores com base nas músicas de raiz sertaneja e letras com mensagens cristãs. As versões de cunho católico que faz para os clássicos sertanejos “Saudade da Minha Terra”, “Moreninha Linda”, “Sonhei com você” viram explosão de fé contagiando a todos, independentemente da idade e do credo.

Com muita naturalidade, o jovem padre encarna um autêntico peão, com chapéu, cinto, roupas, botas e interpreta suas canções adaptadas. Essa mistura transformou suas celebrações em momentos inesquecíveis de alegria, louvor e renovação. Pronto para levar a Palavra de Deus ao resto do Brasil através de suas canções, o Padre acaba de lançar seu primeiro cd pelo selo LIGA, com distribuição da gravadora Universal. O álbum “O homem decepciona; Jesus Cristo jamais”, traz músicas inéditas e algumas regravações que prometem levar essa alegria contagiante das celebrações sertanejas e sua forte espiritualidade, para todo país, através de letras inéditas. Com palavras de ordem como “Seguuuuura, Cristão” e “O que é que eu sou sem Jesus?”, Padre Alessandro Campos evoca a doutrina católica com o pé na roça

sábado, 3 de dezembro de 2011

Roberto e Meirinho”A dupla orgulho do Brasil”


Nascidos em São José do Rio Preto, Roberto e Meirinho tornaram-se o primeiro fenômeno da música sertaneja a romper fronteiras e apresentar-se no exterior, também o que poucos não sabem é que foram a primeira dupla a gravar com um artista estrangeiro, o primeiro grande sucesso foi na década de setenta com a moda “ Tu tá cumeno vrido” que vendeu na época 1 milhão de discos e quase se tornou marcha de carnaval, no início da década de 80 foi inevitável, o disco com a moda carro chefe “ A noite do nosso amor” somando a sucessos como “Fungado na Barra, Sanfona Furada,Pranto escondido”, o qual alcançou a marca de 1 milhão e quatrocentos mil discos na época, surgiram inúmeros outros sucessos durante a trajetória como” Lágrimas” que rendeu mais dois discos de platina e dois de ouro, “Vamos lá pra ver, to naquela que jogaram na Geni” entre outros, participaram do filme “O menino da porteira”, Também protagonistas da linha sertaneja classe A durante anos na Rede Record .

Consagrados não só como intérpretes, compositores por excelência também são responsáveis por sucessos obtidos por amigos e conquistados com suas vozes inimitáveis, até hoje são lembrados como um dos melhores shows da música sertaneja,
ainda hoje grandes nomes tem como inspiração suas apresentações marcantes nos palcos!

A história dessa fabulosa dupla é interrompida com o falecimento do Meirinho em 29/06/2002 na cidade de Piracicaba, vítima de um acidente vascular
cerebral (derrame), após essa perda Roberto deu uma pausa e retomou as atividades no ano de 2006, lançou dois trabalhos solo como Roberto Meirin homenageando seu irmão.

Em 2007 em decorrência de inúmeros pedidos de fãs e amigos uniu seu talento e experiência ao filho do Meirinho seu sobrinho Meirinho Jr., que usufruindo do que aprendeu com a dupla durante todos os anos de convivência, vem demonstrando intimidade com os palcos e exibindo seu dom para compor, exemplo aí a nova música de trabalho “SUCESSO NACIONAL” que vem sendo executada em diversas regiões do Brasil.

Está de volta um nome forte da música sertaneja, a dupla orgulho do Brasil está de volta num trabalho cheio de inovações mas sem perder a essência que consagrou Roberto e Meirinho!!! Vale a pena conferir!!

Foram 30 anos de carreira
Mais de 10 milhões de discos vendidos
Respeito e admiração por todos os segmentos
01 disco diamante
04 discos de platina duplo
02 discos de platina
06 discos de ouro
troféu imprensa


www.robertoemeirinho.com.br

Leal e Legal




A dupla LEAL & LEGAL é uma dupla que encanta pela qualidade na seleção de suas canções e no jeito alegre de levar a musica sertaneja por todo Brasil. Atualmente no cenário artístico, Leal & Legal é considerado por críticos ,um dos show mais dançantes da atualidade e umas das duplas de maior presença nas principais emissoras de rádio no Brasil, estando por várias vezes nas paradas de sucesso entre as 10 musicas mais executadas.

Irmãos de sangue, alma e profissão Leal & Legal com absoluta certeza, é sucesso garantido em todo e qualquer evento...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

"Em nome de Jesus" tráz de volta grandes composições de Padre Zezinho.


Nove anos após o lançamento de seu primeiro álbum religioso Joanna em Oração (2002), a cantora carioca Joanna, uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira põe fé em um segundo disco com músicas do gênero. O lançamento do CD Em Nome de Jesus - Joanna Interpreta Pe. Zezinho aconteceu no dia 18 de junho, sábado, ás 20h, no Santuário N. Sra. do Perpétuo Socorro na cidade de Campos

Essa não é a primeira vez que a cantora se apresentou em Campos. Joanna falou sobre o fato de estar em Campos mais uma vez. “Estou muito feliz e muito honrada de estar aqui. Virei uma habitué de Campos. Graças a Deus temos muitos amigos dentro da Diocese e da prefeitura. Está sendo uma alegria enorme”, disse Joanna

O novo álbum da cantora joga luz sobre a obra musical do padre mineiro que completa 70 anos de vida e 45 de sacerdócio. Adorado pelos seguidores da religião católica, José Fernandes de Oliveira - o Pe. Zezinho - foi o primeiro a utilizar a música para fazer sua pregação, sendo precursor dos padres que, a partir da década de 90, adquiriram aura pop - casos dos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

O CD traz os maiores sucessos do padre que completou esse ano 70 anos de vida. Homenagem e reconhecimento de seu talento mais que merecidos, pois Padre Zezinho popularizou a música católica no mundo inteiro; já gravou quase 200 álbuns pelo mundo afora, escreveu mais de 80 livros de diversos temas, foi perseguido e ameaçado pela ditadura e censura nos anos 70, tendo que se exilar na Europa. Sempre fugiu dos holofotes se mantendo sempre no anonimato, recebeu propostas milhonarias de poderosas gravadoras,recusou todas, por gratidão permaneceu nas Edições Paulinas onde gravou seu primeiro compacto entre 1969 e 1970, onde permanece fiel até hoje, são mais de 40 anos de parceria.

A primeira faixa do álbum "Foi em nome de Jesus" tem a participação do Padre Zezinho. Na faixa 13 "Fala" Joanna agradeçe e homenageia Padre Zezinho. O Restante das faixas dispensa qualquer comentário, afinal, são composições maravilhosas que marcaram gerações.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Clayton Aguiar revive histórias da dupla Chico Rey e Paraná em livro


Felipe Moraes


Numa fazenda na saída de Goiânia, os paranaenses Devanil e Denival, que se mudaram para Brasília para cumprir obrigações militares e acabaram iniciando carreira musical, se preparavam para assumir os microfones e iniciar mais um dia de show. Mas Clayton Aguiar, produtor e também músico sertanejo, não se contentava com o nome da dupla de jeito nenhum. “Ninguém acertava, de primeira, a pronúncia certa”, ele escreve numa de suas memórias. Após alguma pesquisa anterior— Tabajara e Guaporé e Candanguinho e Paraná foram sondados —, Clayton tomou a decisão final sem avisar os dois. Antes da apresentação, a estratégia foi anunciar de maneira drástica a alcunha. “Entrei e disse: Infelizmente, essa dupla Devanil e Denival não existe mais. Mas tem uma aqui tão boa quanto ela. Chico Rey e Paraná!”, completa. A nova identidade saiu numa notinha de canto de página, sem foto, no Correio. “A princípio, eles odiaram”, diz o manager. Não teve jeito. O sucesso, porém, veio a reboque. O empresário e radialista reúne esSta e outras memórias no livro Chico Rey e Paraná — Eu vivi essa história (editora e gráfica Qualidade), que, com pouco tempo no mercado, já vendeu mais de 3 mil exemplares. Uma gravação na Sala Funarte, de 1979, foi editada em CD e acompanha o volume.

A obra veio em bom momento: os irmãos, nascidos em Arapongas, comemoraram 30 anos de carreira no início do ano e lançaram há pouco seu 18º disco, o acústico Cantos & cordas (Atração Fonográfica). Chico Rey andou bastante adoentado ultimamente. Um transplante de rim malsucedido somou-se ao incômodo com os nervos ópticos, que o importunam desde menino. Ele passou 37 dias na UTI, foi tratado com hemodiálise, mas já voltou aos palcos.

Iluminados
Para ele, os acontecimentos recuperados por Clayton podem ser de interesse dos fãs e de quem se preocupa com a memória da música sertaneja. “Muitos não conhecem a nossa história, passagens desde quando começamos, quando morávamos na roça, no Paraná”, lembra o cantor. “Quando começamos, nossa referência era Milionário e Zé Rico. E, hoje, somos a mesma coisa para muitas duplas”, completa. Pouco a pouco de volta à rotina de performances — e eles dão conta de uma maratona de mais de 100 shows por ano —, Chico elogia o sertanejo universitário. “Esse movimento foi bom para fortalecer o gênero. Conheço duplas que falam que ele atrapalha, mas não penso assim. Quanto mais tiver, melhor. Fortalece o estilo e o sertanejo vai estar sempre em alta. Sangue novo é importante”, avalia.

Chico precisa de dois óculos para enxergar com acuidade. Um para ler textos com letras miúdas e outro para focalizar objetos distantes. O que ele vê com precisão é um futuro ainda bastante produtivo. “Estamos pensando em fazer outro DVD. A experiência foi muito boa. O fã pode ver em casa e é melhor que tentar aparecer nos programas de tevê, que às vezes são fechados”, adianta.

Ele é comedido ao falar da longa carreira. Prefere dizer apenas que a dupla se acostumou às viagens constantes. “Passamos a vida inteira na estrada. O fim de semana em que não viajamos, sentimos falta”, confessa. Clayton, amigo de longa data que os acompanha desde o início de tudo, crê num sucesso à base de humildade e enorme talento. “São duas coisas. Técnica inigualável: eles não perdem para ninguém em termos de qualidade vocal. A segunda: quando começamos, perguntei para eles se queriam ter um sucesso rápido e lucrativo, ou algo mais duradouro e difícil. E eles escolheram o trajeto maior. Nunca gravaram sequer uma canção em que não acreditassem que era boa e que as pessoas poderiam reconhecer como algo de qualidade”, revela.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O congresso de Mirante da Serra



Nosso amigo Radialista e Repórter Fotográfico Januário Neto, foi de Humaitá no Amazonas, fazer a cobertura do evento. Januário pousou também para sua máquina fotográfica comandada pelo seu ASPONE Zé, o mais famoso dos auxiliares. Zé pousou para foto ao lado de Edelson Moura e sua esposa Zélia. Januário garantiu a cúpula da Rádio Estúdio Brasil que nossos programas são verdadeiro sucesso em sua cidade. Parabens aos nossos amigos pela brilhante cobertura ao evento.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Radialista homenageia a cidade de Humaitá em rede nacional


Texto : Romilson de Azevedo...Foto: Divulgação



A homenagem partiu do radialista e compositor Edelson Moura durante a apresentação do programa “Amado Batista: O mais amado do Brasil”, que recentemente ganhou transmissão diária no município de Humaitá, através da “Rádio comunitária” 104,9 FM. Edelson Moura tem como companheira de programa a cantora Márcia Ferreira, que após 18 anos juntos na Rádio Nacional adquiriram prestígio e popularidade em todo Brasil.



Através de um projeto que tem a autoria de Edelson, o programa ‘Amado Batista’ é retransmitido para todo o território nacional por intermédio de 600 emissoras, atingindo o que está sendo considerado o recorde mundial, com cerca de 25 milhões de ouvintes em mais de 1.400 municípios que captam seus programas, dentre os quais o que mencionou a cidade de Humaitá. A maior marca de audiência já atingida nos últimos anos por um profissional do Rádio pode ser constatada pelo endereço eletrônico www.radioestudiobrasil.com.br onde se encontra a programação.



“Temos grande orgulho de ter Humaitá como parte efetiva do nosso projeto. Não é de hoje que conhecemos essa cidade maravilhosa que fica às margens do Rio Madeira”, disse Edelson Moura. “É uma cidade que tem uma história maravilhosa, construída pelo povo local, mas, que também teve grande influência de pessoas vindas de ouros lugares do Brasil, devido ao ciclo da borracha”, comentou.



O locutor ainda falou que o povo de Humaitá sempre gostou dos programas que ele e Márcia Ferreira apresentam, e que a prova disso foi quando estavam na Rádio Nacional e fizeram uma visita ao município. “Na ocasião percebemos um povo acolhedor e preocupado com seus visitantes. Lembro que um fã ao falar com Márcia passou mal e foi socorrido às pressas”, revelou Moura, que teve o fato confirmado por sua colega de apresentação.



“Um abraço a todos de Humaitá. Sintam através da transmissão do programa ‘Amado Batista’ o coração de Edelson Moura pulsando sobre a cidade, pois, estou muito feliz com a transmissão do programa em um dos municípios mais importantes do Estado do Amazonas. Qualquer dia visitaremos vocês para andarmos de rabeta e barco, e, podem acreditarem que se formos não iremos ficar apenas um dia”, encerrou Moura. fonte: Da Redação

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Informações Gerais Sobre a Amazônia Brasileira


A Amazônia Legal Brasileira é formada pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e grande parte dos estados do Maranhão e Mato Grosso.


Características Gerais


A Amazônia brasileira constitui 60% de toda a região amazônica (Pan-Amazônia); - possui o maior rio do mundo, o Amazonas, cuja extensão é de cerca de 6500 km; - possui o ponto mais alto de todo o território brasileiro, o Pico da Neblina; - abriga a maior diversidade de fauna e flora do planeta; - abrange uma superfície equivalente a mais de 30 países da Europa; - possui a maior reserva mineral do planeta; - abriga mais de 20 milhões de habitantes.

Vida no barco


Vida no barco

O mundo amazônico é um mundo aquático. Nossos rios são nossas estradas e por eles navegam milhares de barcos que a cada dia tomam rumos diferentes nesse imenso planeta líquido.

Nossos barcos equivalem aos ônibus e trens das grandes cidades. Com uma diferença, pelo tempo que se gasta viajando se constrói verdadeiros modos de viver. Tem gente que não consegue viver fora de um.
Viajar pela Amazônia de barco é uma viagem inesquecível, pois elas são feitas de modo intenso, onde o tempo é um fator relativo, o que conta é como viver aquelas horas, dias ou até mesmo semanas. Com todo o tempo a nossa disposição, não há porque ter pressa.

De uma conversa amigável a um relacionamento sério. De uma leve paquera, até um ato sexual completo ou quase e assim por diante. Ser esperto aqui é uma obrigação, há muitos roubos; principalmente nos portos por onde aportam.

Os preços das passagens variam muito, são vários os itens que definem o valor. O tipo de barco, o destino, a classe. Nem sempre o dinheiro está em mãos para pagar a passagem; muitos são aqueles que têm suas bagagens recolhidas por falta de dinheiro, alguns ainda retiram no porto do destino onde um parente ou amigo está ali para socorrer. Mulheres, na sua maioria jovens, costumam pagar com "favores sexuais", prática comum pelos barcos da vida afora.

Esses barcos não conduzim só passageiros, transportam praticamente quase tudo que é consumido nas pequenas cidades do interior do Amazonas. De gêneros alimentícios a celulares de última geração. Quase sempre de qualquer jeito.
Assim, eles fazem parte do mundo cultural do homem amazônico!

O rio Madeira é um rio da bacia do rio Amazonas, banha os estados de Rondônia e do Amazonas. É um dos afluentes do Rio Amazonas. Tem extensão total aproximada de 1 450 km.


O Rio Madeira nasce com o nome de rio Beni na Cordilheira dos Andes, Bolívia. Ele desce das cordilheiras em direção ao norte recebendo então o rio mamoré-guaporé e tornando-se o rio madeira e cujo o qual traça a linha divisória entre Brasil e Bolívia.
O rio Madeira recebe este nome, pois no período de chuvas seu nível sobe e inunda as margens, trazendo troncos e restos de madeira das árvores.


Rio Mamoré ao encontrar-se pela margem esquerda o rio Beni e se juntar a ele, forma o Rio Madeira. Da confluência, o Madeira faz a fronteira entre Brasil e Bolívia até o encontro deste rio com o rio Abunã. A partir daí, o rio segue em direção ao nordeste atravessando dezenas de cachoeiras até chegar a Porto Velho, onde se inicia a Hidrovia do Madeira. No delta do Madeira fica a Ilha Tupinambarana em uma região de alagados.

Humaitá

Está situada no sudoeste do Estado do Amazonas.

Os índios foram os primeiros habitantes da região.

As principais atividades eram a caça, a pesca, o extrativismo e a agricultura familiar.

Em 1869, a cidade foi fundada pelo comerciante português José Francisco Monteiro, que se abrigou em uma região com o nome de Pasto Grande, onde ficava a Sede da Freguesia de Sã Francisco, em Rio Preto, mas haviam muitos ataques dos índios, e então, a Sede foi levada para o lugar onde hoje está a cidade de Humaitá, Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Beem de Humaitá.

A População estimada da cidade é de 29.957 habitantes.

Catedral de Humaitá - AM

A Igreja Nossa Senhora da Conceição, padroeira de Humaitá-Am e do Amazonas, foi inaugurada em 1876 no município de Humaitá-Am ás margens do Rio Madeira, com a benção dada pelo Frei Jesualdo Macchete, foi erguida como uma simples capela e dentro permanecia descansando bela e graciosa a imagem da Virgem Maria.

A igreja de Nossa Senhora da Conceição foi elevada a categoria de Catedral em 1961. Em 1965 sua torre foi modificada (reformada), para nela ser colocado um relógio vindo da Itália como donativo da Paróquia de Sincromigno Luca. Então reformada, ampliada e consagrada oficialmente a Nossa Senhora da Conceição pelo Bispo Dom Miguel D’Aversa em 1970.

Guajará - Mirim : A pérola do mamoré

Guajará Mirim é uma cidade que ainda precisa ser desvendada em seus muitos aspectos. Cada rua, esquina, praça, igaraé, lago, cachoeira e avenida, guardam uma história diferente, a cidade realmente pulsa, reverberando histórias fantásticas que somente uma localidade com contornos mágicos da misteriosa selva amazônica pode revelar.


Assentar os seus dormentes na etapa final da construção de uma ferrovia localizada em uma das mais inóspitas regiões do mundo foi o objetivo de milhares de homens que ficaram tragicamente para trás. Era a grande conquista almejada por aqueles que, trezentos e sessenta e seis quilômetros anteriores, iniciaram a grande batalha contra o infinito e oculto espaço amazônico.



VISTA PANORÂMICA DE GUAJARÁ MIRIM EM 2006


Guajará, como meta a ser alcançada, foi uma espécie de prêmio dos homens de ontem aos homens de hoje. Não é exagero cobrar de todos que ali queiram se aventurar, que respeitem a terra, as pessoas, as tradições, a floresta e as águas do Mamoré que se esfrega freneticamente na cidade, pois, se tudo foi tão doloroso, difícil e louco como todos contam sobre a Madeira Mamoré, Guajará é sem dúvidas o grande e verdadeiro símbolo da conquista humana amazônica no extremo oeste Brasileiro.



ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA MADEIRA MAMORÉ EM GUAJARÁ MIRIM, HOJE TRANSFORMADO EM MUSEU


A cidade, mais que o Teatro Amazonas é o verdadeiro símbolo de vitória do homem sobre o absurdo abismo amazônico do final do século XIX, até porque, a cidade inexplicavelmente existe no extremo do mundo, sendo construída por homens e mulheres diferentes, fortes, pobres e simples, pessoas de todas as partes do mundo.


É a conquista de um novo espaço para a civilização moderna, moldada em valores culturais distintos. Que as almas dos que se foram, em função da medonha empreitada, possam descansar em paz, pois foram personagens de um épico, inigualável, que causa um sentimento de espanto, grandiosidade e orgulho para seus filhos e a todos que conhecerem sua trajetória.



Locomotiva 17. Pátio do Museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, em Guajará Mirim. Foto Nazaré, 2008


Guajará, antes da construção da ferrovia Madeira Mamoré, se chamava Porto Espiridião, e já se constituía como importante entreposto comercial, onde os seringalistas se instalaram para dar seguimento aos negócios da borracha.


É uma cidade que faz fronteira com a Bolívia, ganhou impulso com a construção da Estrada de Ferro, tem sua verdadeira origem em 1912, ano da conclusão da Madeira Mamoré.


Foi elevada a condição de município no dia 12 de julho de 1928 e em 13 de setembro de 1943 se tornou município do Território Federal do Guaporé ao lado de Santo Antônio das Cachoeiras, Porto Velho e Lábrea, tendo como primeiro prefeito, que na época era chamado de Superintendente, o médico dr. Boucinhas de Meneses.



Porto de Guajará Mirim na década de quarenta, a Pérola do Mamoré


Guajará, que recebeu o título carinhoso de “Pérola do Mamoré”, guarda mitos, lendas e segredos, personagens históricos que saltaram da realidade para tornarem-se lenda, como o caso do Capitão Alípio e as histórias que o envolve. Também possui características que merecem comentários e elogios. É provavelmente o município mais verde do Brasil e do mundo, pois possui noventa e cinco por cento de suas florestas de pé, é rodeada por parques de preservação ambiental, reservas de conservação extrativista e ainda reservas indígenas. Em época de aquecimento global, onde profundas criticas sobre o desmatamento da Amazônia se massificam na mídia regional, nacional e internacional, se torna um exemplo para todos.


Guajará Mirim desmonta a tese de que os brasileiros não conseguem preservar a floresta amazônica. Podemos sim, cuidar da rica floresta tropical. Guajará está bem ali, para provar nossa tese.


Um outro aspecto é seu potencial turístico, quando devidamente trabalhado se tornará referência na Amazônia, pois une várias questões como: patrimônio histórico, que está preservado, rios maravilhosos, a serra do Pacaás, culinária regional, a visita à Bolívia, música, dança e a possibilidade da pesca, além do turismo de aventura.


O Esquecido



À época do Segundo Ciclo da Borracha, lá pelos idos da década de 1940. Recém o Governo Federal tinha desbaratado os bandos de cangaceiros e celerados que grassavam o sertão nordestino. Dos muitos bandos que até então havia, os que não morreram, fugiram para as selvas amazônicas, e, quanto mais longe da civilização mais seguro era o esconderijo para onde esses bandidos fugidos se acoitavam. Pois bem, contam os antigos soldados da borracha que ainda vivem em Guajará-Mirim, cidade do então Território Federal de Rondônia, fronteiriço com a cidade de Guayaramirim, no departamento do Beni-Bolívia, que para lidar com os jagunços e bandoleiros acoitados na região, foi nomeado delegado o famoso Capitão Alípio.




O Capitão, como então era conhecido, era cidadão reservado, cumpridor de seus deveres e patriota ao extremo e que entre uma caçada de bandido e a prisão de um ladrão de galinha, de vez quando se deparava com causos curiosos como o fato que se deu a seguir:



Estava uma manhã o Capitão Alípio atarefado em sua mesa de trabalho assinando papéis variados, Boletins de Ocorrências, Ordens de Compra, Empenhos, etc., quando entrou um cidadão franzino, tez amarelada de quem tinha acabado de sair de uma "maleita" braba, dirigindo-se ao Capitão, exclamou em portunhol:


-¿Buenos días, mi capitán? - ¿Como levá?


O Capitão Alípio interrompendo momentaneamente seus afazeres respondeu educadamente ao cumprimento, em português:


-Bom Dia! O que o senhor deseja? Ao que lhe respondeu o suposto estrangeiro:


-Mi capitán, estoy a acá, para asier una denuncia. Roubararam mí chalupita(pequena canoa).


Como a resposta indicava transgressão da lei, o Capitão olhou mais atentamente para a fisionomia do denunciante e percebendo que o rosto do suposto boliviano não lhe era de todo estranho, perguntou-lhe:


-Meu caro jovem, por acaso você não é filho da Dona Esmeraldina, moradora lá do Triângulo e que foi minha lavadeira há alguns anos atrás? -Sí mi capitán, soy hijo della.


-Ella se enamoró con un boliviano, hace unos diez años e nosotros vivemos en la Banda, temprano. Complementou o "boliviano" para o Capitão.


-Então você é brasileiro nato e não boliviano. Estou certo? Perguntou o admirado Capitão.


-Soy brasileño, pero yo olvidé del portugués. No mi recuerdo nada del portugués. Respondeu o ainda boliviano.


-Me corrija se eu estiver errado. Se você mora há uns dez anos em Guayará Mirim, ou seja, na "La Banda", e você aparenta ter uns 25 a 30 anos, isto quer dizer que quando você foi morar em Guayaramirim você deveria ter uns 15 a 20 anos, estou certo? Inquiriu o Capitão.


-Listo, mi Capitán, yo tenia unos quince años. Respondeu o "boliviano".


-Então, meu caro jovem você falava a língua pátria, ou seja, o nosso bom e velho português brasileiro até se mudar para a Bolívia. Perguntou o Capitão. Rubro de indignação.


-Sí, sí, mi capitán. Respondeu o "boliviano".


Ouvindo tal disparate, o Capitão chamou seu ordenança e determinou:



-Mão-de-Ferro, leve o nosso brasileiro abolivianado lá para dentro, pegue aquele "ABC" de três furos que está pendurado lá cela 2 e recorde a língua pátria para este distinto esquecido.


O ordenança, sorrindo um sorriso de jacaré faminto pegou o "boliviano" pelos colarinhos, levou-o para a cela 2, apanhou um palmatória de uns 15 a 20 centímetros de circunferência com 3 furos ao meio, dispostos em triângulo, e segurando a mão do distinto esquecido pelas pontas dos dedos aplicou-lhe uma tremenda "palmatorada", dizendo-lhe:


-Esta primeira palmatorada chama-se letra "A". E pegando a outra mão do "boliviano" aplicou-lhe a letra "B". Retornando para a primeira mão aplicou-lhe novamente outra pauletada dizendo-lhe:


-Não esqueça, esta é a letra "C".


Roxo de dor, pulando numa perna só enquanto esfregava as mãos nas laterais das calças o "boliviano" implorou, agora em limpo e claro português:


-Pare, pelo amor de todos os santos em que o senhor é devoto, senhor "Mão-de-Ferro". Garanto-lhe que me recordo claramente da nossa amada língua pátria.


-Capitão! O distinto está dizendo que se recorda do português brasileiro, direitinho. E eu só cheguei na letra "C". Como é, paro ou continuo? Perguntou o ordenança.


- Pare não! Vá até a letra "S" de safado e mande o "esquecido" para casa.


Arigó


Publicado no Recanto das Letras em 27/02/2008 Código do texto: T878708










Vila Murtinho ( Já mais te esquecerei )



A maioria das obras destinadas a contar a história da Estrada de Ferro Madeira Mamoré ou do Estado de Rondônia, seja destinado ao mundo universitário ou ao público do ensino médio, cometem um grave esquecimento, que é o de relatar a história, e por conseqüência, a relevância deste que foi um dos mais importantes portos de todo o extremo oeste brasileiro: Vila Murtinho.


Vila Murtinho, que hoje é chamado de Vila Nova do Abunã, município localizado a duzentos e cinqüenta quilômetros de Porto Velho sentido Guajará-Mirim, foi um ponto altamente estratégico no que diz respeito à extração, comércio e transporte da borracha. Sua localização explica essa importância, pois a vila se ergue exatamente onde ocorre o encontro de dois gigantescos rios que tiveram um papel decisivo para a atividade seringueira em toda a região amazônica.


Trata-se da junção do rio Mamoré, que passa por Guajará Mirim, com o rio Beni, rio caudaloso que desce dos Andes Bolivianos. Só por esse relato acredito ser possível deduzir a importância dessa pequena localidade onde foi construído um porto no início do século XX. Sabemos que a Bolívia possuía vastos seringais com uma qualidade produtiva acima do restante da média amazônica. Portanto, com o entroncamento desses rios, a localidade se tornava importante para se receber a grande produção boliviana.Toneladas de pelas de borracha eram estocadas em Vila Murtinho. O local acabou recebendo uma atenção especial dos grandes seringalistas da época, que ali montaram representações de suas empresas, como o caso da Suarez & Hermanos, que ficaram conhecidos como os Imperadores da Borracha, no extremo ocidente amazônico.


Tanto a localidade era estratégica, que um pouco acima de Vila Murtinho as margens do rio Bene, foi erguido pelos bolivianos um outro povoado com grande estrutura, a localidade de Cachoeira Esperança.


Vila Murtinho, tornou-se sinônimo de poder e, ainda hoje, apesar da ruína causada pela ação do tempo, podemos constatar sua importância a partir dos vestígios e restos, como, casarões, trilhos, a igreja e a estação ferroviária, que parecem clamar na tentativa de continuarem existindo. Hoje, Vila Murtinho, não é nem sombra do seu passado, vitimado pela cultura de abandono existente em nosso triste mundo, sempre desapegado ao seu rico passado.


Nos diálogos que pude manter com antigos moradores da região o sentimento nostálgico desse passado surgia de forma avassaladora, às histórias, jocosas, próximas do absurdo, como se tomados por um delírio febril de três cruzes de falciparum, envolvendo seringueiros e seringalistas me remetiam ao tempo das feras e mitos amazônicos. Era um bom negócio ouvir e imaginar a irrealidade dessa selva carregada de coisas só nossas, onde outros jamais acreditariam.



Esperamos um dia contar com governos que valorizem nosso passado e tomem iniciativas no sentido de reservá-lo. Nosso passado nos identifica, alimenta nossos espíritos, parece nos promover a um futuro além da vida, portanto necessário no processo de humanização de coisas e pessoas.


Um exemplo muito próximo de preservação e cuidado com o seu passado é a cidade boliviana vizinha à Vila Murtinho, Cachoeira Esperança, que foi restaurada e muito bem preservada, guardando toda sua beleza arquitetônica do tempo dos seringais.



segunda-feira, 28 de março de 2011

O grande Capitão Alipio


O policial aposentado Vaca Braba com o quadro do antigo chefe, capitão Alípio: o mito de Guajará-Mirim/Fonte: Dalton Di Franco




Paulo Cordeiro Saldanha(*)


Na sua sala, apenas um armário com livros, uma cadeira, duas ou três para o interlocutor; atrás da poltrona do chefe, um crucifixo, ao lado uma porta, que indicava o rumo do banheiro, adiante uma poltrona e um cofre não muito grande; numa das paredes um claviculário, com algumas chaves depositadas. Aliás, havia também numa das prateleiras, sempre ao dispor daquele comandante uma caixa de charutos. De onde estava, podia ver quem adentrava no recinto e podia, ainda, observar parte de umas grades de ferro, onde alguns personagens poderiam achar-se recolhidos.

O policial aposentado Vaca Braba com o quadro do antigo chefe, capitão Alípio: o mito de Guajará-Mirim/Fonte: Dalton Di FrancoOutras salas, localizadas mais no interior do prédio, abrigavam os espaços destinados aos guardas em serviço e ao escrivão. Bem ao fundo, além de outros banheiros com sanitários, separadas por uma parede de tijolos, bem fina, havia uma cozinha e uma pequena copa. Em frente do prédio uma calçada.


Nos fundos um pequeno terreno com pés de mamão, uma goiabeira e nos seus limites, dois coqueiros. Uma ante-sala com uma mesa, onde um guarda a ocupava, sempre sentado, levantando-se quando o chefe passava ou quando outra autoridade e o cidadão comum pediam para ser anunciados. No ambiente, outras cadeiras para os chegantes e uma poltrona meio envelhecida compunham o cenário. Na realidade, era um imóvel simplório, mas que servia como anteparo contra eventuais meliantes que visitavam a cidade, porque distraídos ou desinformados do que naquele edifício poderia acontecer. Ali era uma Delegacia de Policia, ali trabalhavam homens que protegiam a população.


O Delegado e capitão, um nordestino de Riachuelo, Estado de Sergipe, tinha um nome pomposo, Manoel Alípio Evangelista da Silva, ficou conhecido na região como o Capitão Alípio, egresso da Policia Militar de Mato Grosso. Um nome, uma lenda, jamais seria esquecido! Viera para a região, quando o Município que adotou ainda pertencia àquele Estado da federação. Altivo, formação retilínea, era temido pelos fora-da-lei e respeitado pelos munícipes. Sua fala era mansa, mas as suas respostas contra os bandoleiros eram contundentes. Ao dirigir-se às pessoas o fazia com um timbre de voz pequenino, que escondia o quão vigorosa era a sua ação contra os meliantes. Sempre com um fulgurante charuto na boca, quantas e quantas vezes transmitia as suas ordens com o fumegante entre os dentes. Tendo morado até os dezessete anos num seringal gerenciado pelo Pai, acabou viajando para Cuiabá, onde iniciou a sua emblemática vida como homem da Lei. Tornou-se soldado da PM mato-grossense e cuidou de estudar, visando a alcançar melhor desempenho curricular, mas seu sonho era tornar-se Oficial daquela corporação.



Em 1927, pois, como soldado, ingressa na PM de Mato Grosso e faz uma carreira que o conduz as terras mato-grossenses da região da Madeira-Mamoré, quando a promoção para Tenente o premia pelo desempenho profissional exemplar, pela dedicação e amor cívico no desempenho de suas funções. Um dia ia ser promovido a capitão, acaso aceitasse a transferência para outra localidade, dentro da jurisdição, mas opta por permanecer nesta fronteira, mesmo com a patente de tenente, culminando com a sua indicação para o cargo de Delegado. Em 1929, com a instalação do Município de Guajará-Mirim, é confirmado como comandante da guarnição policial; após a criação do Território Federal do Guaporé, já tenente, transfere-se para a emergente Guarda Territorial. Depois de algum tempo é promovido a Capitão, título que o credencia ao reconhecimento até fora dos limites de seu campo de ação.


O Capitão Alípio passa a ser decantado em verso e em prosa, mercê da sua carismática pessoa. Alto, magrinho, com a sua farda caqui e seu boné da mesma cor caminhava pelas ruas da cidade, sem armamento, desacompanhado de seguranças e ia cumprimentando um, abraçando outros, tanto na ida como na vinda. Popular, humilde, cumprimentava até as crianças filhos e netos dos adultos da sua geração. O velho capitão ainda reina soberanamente nas nossas lembranças e viverá eternamente na nossa história como homem e como uma legenda, difícil de ser relegada a um segundo plano, até está sendo imortalizado em livros, um de minha lavra e outros de escritores já que estamos escrevendo sobre a sua trajetória, tão rica e tão emocionante. (*) Membro da Academia Guajaramirense de Letras - AGL

quinta-feira, 3 de março de 2011

CLAYTON AGUIAR: 30 ANOS DEDICADOS A COMUNICAÇÃO. RADIALISTA COROMANDELENSE CONTA DETALHES DE SUA PROFISSÃO


“Tenho certeza que nasci no lugar certo. Ser filho de seo Tonho Aguiar e dona Ilma, conterrâneo de Goiá e Abel Ferreira e de tantos artistas de tanto talento”. Talento inconfundível de um profissional de destaque no cenário nacional (cantor, compositor e radialista). Umas das personalidades mais importantes de Coromandel, Clayton Aguiar.Atualmente, reside em Brasília – DF. Mais de três décadas dedicadas à área de comunicação, em 2010, Clayton está comemorando trinta anos de carreira como cantor, vinte e sete anos como apresentador de televisão e vinte e seis como radialista. Começou sua carreira musical, na Sala Funarte, em Brasília. Em 1982, venceu o Festival de Música de Brasília com a canção “Xote Mineiro”. Autor do livro “1998 – Os bastidores de uma campanha”, onde conta os fatos acontecidos nos subterrâneos da campanha política de 1998 em Brasília, que envolveu em ferrenha disputa o então governador do PT, Cristovam Buarque e seu desafiante, Joaquim Roriz, do PMDB. A mais dura luta política já travada no Distrito Federal teve momentos de natural antagonismo entre os adversários, além de brigas internas por espaços de poder na intimidade das duas campanhas, o que deu um sabor super interessante ao livro, que hoje é um dos mais vendidos, mesmo sem muita divulgação da mídia, a não ser o boca-a-boca. Clayton já passou por vários veículos de comunicação, TV Capital (hoje Record), TV Nacional, TV Bandeirantes, TV Brasil Central de Goiânia, Rádio Planalto AM, Rádio Nacional de Brasília AM, Rádio Nacional da Amazônia Ondas Curtas, Rádio Jornal de Brasília FM, Rádio JK FM, Rádio Globo Brasília AM e atualmente na Rádio Estúdio Brasil.


A Rádio Estúdio Brasil produz e disponibiliza de forma gratuita, programas com alguns renomados radialistas com Márcia Ferreira e Edelson Moura. Clayton estreou na emissora, no dia 16 de junho de 2008 com trinta e duas emissoras transmitindo o ‘Programa Clayton Aguiar’. Hoje são algumas centenas, o cantor fala que “é até difícil dizer o número certo porque todos os dias chegam novas rádios de todo o Brasil e também do exterior, desde grandes capitais como São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Cuiabá, Campo Grande, Porto Velho, Teresina até pequenas cidades do mais longínquo interior. Mas já são mais de quinhentas emissoras”.


Vivemos em um meio denominado de “técnico-científico-informacional”,onde os fluxos de informações são instantâneos, a relação da Internet atualmente assume papel importante na disseminação dos conteúdos em uma emissora de rádio. Coromandel tem a honra diante dessa mundialização dos meios tecnológicos, e pode desfrutar do programa de seu filho ilustre, na rádio Gerais FM, de 05h00 as 06h30m.Clayton relaciona o poder da Internet e o crescimento das novas possibilidades do rádio no mundo, “a Internet é uma ferramenta extraordinária que veio dar um enorme impulso às rádios tradicionais, inclusive acabando com a divisão entre AM e FM, porque no computador o som de todas é o mesmo, eliminado assim a diferença que havia entre elas que era exatamente a qualidade da recepção. E possibilita que qualquer rádio por menor que seja, seja ouvido no mundo todo. O papel do rádio é ser o espelho da sociedade, que a ela está ligada, mantendo sua cultura e suas tradições. Pelo menos esse deveria ser o seu papel, mas infelizmente nem sempre é assim”.


Toda profissão existe suas dificuldades, não seria diferente na comunicação. Ser comunicador nos dias atuais para Clayton significa que “sempre significou levar entretenimento, informação, prestação de serviços, humor, enfim tentar tornar a vida das pessoas um pouco melhor, mesmo que seja por poucas horas por dia. Se conseguirmos agradar pelo menos uma pessoa já terá valido a pena. O rádio continua sendo o mais importante veículo de comunicação, mesmo com o advento das formas de mídia mais modernas. O rádio é imbatível por cumprir o papel de companheiro, de supridor de carências”.


As inspirações nas diversas áreas da comunicação do cantor foram muitas, ele conta que “tive uma educação bastante eclética. Meu tio Geraldo Goulart tinha uma eletrola, uma raridade naqueles distantes anos da década de cinquenta. E foi ali que ‘bebi’ o som dos grandes cantores e instrumentistas do Brasil e do mundo, Luiz Gonzaga, Ângela Maria, Nelson Gonçalves, Ataulfo Alves, Jackson do Pandeiro, Abel Ferreira, Elvis Presley, Frank Sinatra, Miguel Aceves Mejia e muitos outros. Dessa miscelânia nasceu meu gosto musical e daí vieram todas minhas referências e influências. E o rádio sempre fez parte da minha vida e ficava na sala de minha casa transmitindo o Repórter Esso, as novelas e o futebol”.


Clayton é um divulgador da nossa cultura, com sua simplicidade e carisma que encanta a todos, sempre mostrou boa vontade em ajudar as pessoas que estão começando nas áreas de comunicação. O cantor afirma que “não tenho a pretensão de dizer que fui responsável pelo sucesso de ninguém. Apenas tive a oportunidade de ser um degrau na escada que levou ao sucesso amigos como "Leandro e Leonardo", "Chico Rey e Paraná", "João Paulo e Daniel", "Bruno e Marrone", "Zezé de Camargo e Luciano" e muitos nomes que hoje brilham no cenário nacional”.


Coromandel, terra de talentos, pessoas que possuem grandes habilidades e especialidades em diferentes áreas. Umas dessas pessoas sábias, com certeza és Dr. Sebastião Machado, que lançou seu livro em Janeiro, "Minha Terra, Minha Gente"...Para o compositor e cantor Clayton ser “gente de Coromandel’ é “tenho certeza que nasci no lugar certo. Ser filho de seo Tonho Aguiar e dona Ilma, conterrâneo de Goiá e Abel Ferreira e de tantos artistas de tanto talento, com tantos amigos queridos, é um presente de Deus. Ser gente de Coromandel significa ser filho da alegria e da paixão de um lugar abençoado por Deus”.


Com um percurso brilhante e respeitado, 30 anos na Comunicação! A carreira foi dedicada sempre a essa área... Clayton comenta sobre o papel do comunicador diante de um mundo capitalista e globalizado em que vivemos “a vida sempre nos oferece mais de um caminho. Eu optei por fazer um rádio sem jabá (para quem não sabe, jabá é cobrar dos cantores para tocar suas músicas), um caminho que procura fazer um programa que toque o coração do ouvinte”.Quando o cantor e compositor fala de Coromandel, seus olhos brilham mais do que o normal, fato que é nítido em sua aparência, falar de sua terra natal é fator determinante de emoção e carinho que sempre teve e tem por essa gente, quantos e quantos nomes de Coromandel, o mesmo não dedica ou conta seus famosos “causos” pelo rádio? Não existe nenhum dia que o radialista não fala de pessoas através das ondas da rádio aqui de Coromandel, terra que ama.


Na atualidade, o maior divulgador da cultura de nosso povo, sem dúvida alguma, é o radialista. Segundo Clayton “isso pra mim é uma coisa absolutamente natural.Falar da minha terra e dos meus amigos, é antes de tudo um grande prazer”.


Nada mais justo do que essa homenagem do Jornal de Coromandel, como veículo de comunicação, que valoriza e resgata constantemente a cultura de nosso povo, valorizá-lo em sua plena carreira no ápice de seus 30 anos de trabalho. Clayton fala do seu grande amigo, outro filho ilustre de nossa terra, Gerson Coutinho da Silva - o poeta Goiá, “Goiá foi o artista que todo mundo conhece, mas foi também amigo atencioso, carinhoso para aqueles que tiveram como eu, o privilégio de privar de sua amizade. Goiá foi um poeta na arte e vida”.


De irmão para irmão... Para quem não sabe, Clayton é irmão de nosso apresentador da TV Coromandel - Wellington Aguiar, outra pessoa de prestígio de nossa cidade, parece que o talento está no sangue da família Aguiar. “É claro que sou suspeito para falar do meu irmão. Mas, o Eto é muito mais do que irmão, que é uma consequência biológica, é um grande amigo e uma das pessoas mais brilhantes, íntegras que eu conheço. É uma grande alegria poder privar de sua intimidade, é meu grande mestre”, diz Clayton sobre o irmão. Para as pessoas que estão começando agora na área de comunicação (locutor, cantor, jornalista...) o radialista dá as sua dica de sua longa experiência “em todas as áreas, em minha opinião, o procedimento é um só, verdade, determinação e respeito ao próximo”.



Juan Wagner Honorato


Publicado no Recanto das Letras em 18/04/2010 Código do texto: T2203677